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BDI Nº.0 / 2017 - Notícias Voltar

Índice que reajusta aluguel tem primeira queda anual desde 2010.

Com o resultado de junho, o IGP-M entrou no campo deflacionário também no acumulado em 12 meses, que teve retração de 0,78%

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou a terceira deflação mensal consecutiva ao ter queda de 0,67% em junho após recuo de 0,93% em maio, divulgou nesta quinta-feira (29/06), a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o resultado de junho, o IGP-M entrou no campo deflacionário também no acumulado em 12 meses, que teve retração de 0,78%.

Essa é a primeira queda em 12 meses do indicador desde janeiro de 2010 (-0,67%). No ano, o recuo já acumula 1,95%.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o IPA-M reduziu levemente a deflação, ao sair de -1,56% em maio para -1,22% em junho. Já o IPC-M teve a primeira queda desde julho de 2013 (-0,03%) ao ficar em -0,08% neste mês.

Em maio, o indicador do varejo havia subido 0,29%. Na mesma base de comparação, o INCC-M acelerou de forma relevante para 1,36%, de alta de 0,13% no mês anterior.

IPAs

Os preços dos produtos agropecuários no atacado continuaram recuando em junho, à taxa de 1,63%, que é ligeiramente menor do que a deflação de maio, de 1,84%. Na mesma linha, os produtos industriais tiveram declínio menor, ao sair de queda de 1,45% no mês passado para recuo de 1,08% nesta leitura.

Os preços dos Bens Intermediários voltaram a ter deflação, de 0,29%, após alta de 0,06% em maio, assim como os Bens Finais, que cederam 0,16% ante elevação de 0,06% no mês anterior. As Matérias-Primas Brutas continuaram a mostrar queda relevante, de 3,63%, mas menos intensa do que a do quinto mês do ano (-5,26%).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) também diminuiu o ritmo de baixa em junho, para -1,22%, após -1,56% no mês passado. Em 12 meses até junho, o IPA acumula retração de 3,21% e tem deflação de 4,07% no ano.

PREÇOS AO CONSUMIDOR

O Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M) teve a primeira deflação mensal em junho, de 0,08%, desde janeiro de 2010 (-0,03%), contribuindo para manter o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) no campo negativo, de -0,93% em maio para -0,67% em junho. Em maio, o IPC-M havia subido 0,29%.

A FGV destacou o comportamento do Grupo Habitação, que caiu 0,02% após subir 0,80% em maio. A principal influência dentro do grupo é da tarifa de eletricidade residencial, que voltou a cair no mês (-1,06%, de 4,57%), por influência do início da vigência da bandeira verde na conta de luz.

Outros quatro grupos tiveram desaceleração das taxas em junho: Alimentação (-0,13% para -0,50%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,93% para 0,42%), Transportes (-0,08% para -0,36%) e Comunicação (0,73% para -0,17%).

Em contrapartida, tiveram acréscimo as taxas de variação dos grupos Educação, Leitura e Recreação (-0,44% para 0,31%), Despesas Diversas (0,25% para 0,49%) e Vestuário (0,51% para 0,52%).

As maiores influências de baixa para o IPC-M na passagem de maio para junho foram tomate (-9,80% para -17,44%), gasolina (-0,79% para -1,42%), tarifa de eletricidade residencial (4,57% para -1,06%), etanol (-2,07% para -3,40%) e laranja pera (-10,35% para -13,89%).

Já as maiores influências de alta foram plano e seguro de saúde (mesmo com a ligeira desaceleração de 0,98% para 0,96%), feijão carioca (-3,90% para 27,37%), passagem aérea (-14,23% para 11,65%), refeições em bares e restaurantes (0,24% para 0,33%) e aluguel residencial (0,28% para 0,35%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em junho, taxa de variação de 1,36%, conforme informado na terça-feira, 27 (Veja na nota de 8h14 deste dia). No mês anterior, este índice variou 0,13%.

DIARIO DO COMERCIO, 29.6.2017